Terça-feira , 26 de Fevereiro DE 2008

Das Certezas

 

http://www.hottopos.com/convenit5/image001.jpg


Como o fruto proibido é o mais desejado,
O inatingível espicaça a ambição;
Como o
mito ergue altares ao adorado,
A Fortuna, a nós, pobres, só chega pelo coração!


J Pópulo

XXVIII : VI : MMVII

 

Andarilhus “(º0º)”

XXVI : II : MMVIII

música: The Editors: An End as a Start
publicado por ANDARILHUS às 08:37
Segunda-feira , 25 de Fevereiro DE 2008

Prece

http://www.bigblogger.com.br/bigblogger/blog_65556/prece_1.jpg

 

 

Destreza no cordame do ânimo, arcaboiço para o leme da vida, perante as vicissitudes de ondas agitadas...

 


Entro no templo,
Que é a parca e inconstante
Paz do epicentro do meu cismo…
No silêncio dos degraus

Dos vinhedos do génio
Procuro o assédio
E a revolta do caos,
De fúria e exorcismo,
Deste ser cambiante
Que nunca tomem por exemplo…

JPópulo
IV : VII : MMVII

 

Andarilhus “(º0º)”

XXV : II : MMVIII

música: Nick Cave: The Ship Song
publicado por ANDARILHUS às 08:48
Sexta-feira , 22 de Fevereiro DE 2008

Labores de Cristal

http://naveterra.blogs.sapo.pt/arquivo/NetLua.jpg

...Under blue moon I saw you...

 

A luz dos dias,
Germina do brilho da Lua, distraída, a fantasiar
A
s suas núpcias.
Pensa-se de mão dada, no altar,
Com o seu astro maior.
E lhe sorri, na maior das claridades,
Que supera as trevas, em amor
Pelo tempo de todas as idades…

 

Talvez [o meu amor] tivesse chegado,
Quando já me falia a fábrica dos sonhos.
Estrebuchei: Injectei capital no coração!
E logo, mesmo com modesta conjuntura,
Entreguei o trabalho, forte e desafogado,
A duendes laboriosos e risonhos,
Na incansável condição
De empresário da Lua prenha pela alvura.

 

JPópulo

XXX : VI : MMVII

 

Andarilhus “(º0º)”

XXII : II : MMVIII

música: Echo and the Bunnymen: Killing Moon
publicado por ANDARILHUS às 08:50
Quinta-feira , 21 de Fevereiro DE 2008

Sina...

 

http://www.celsotraub.com/imagens/prece.jpg

 

E a Ti, meu Deus, o que te pedir em conselho?
Se sou assim, tresmalhado do lugar
Comum aos de homilia elegante.
Os anos passam e mais me convenço
Em me esquecer do humano evangelho,
E espalhar o saber para fora deste quedo lar
Que é o mundo, dos princípios, errante.
Esta luta que já sei que não venço…

Por isso e por sina,

A minha estrela é errante também.
Aprendeu a flutuar inerte pelo chão
Em esvoaçar solitário de autonomia.
Mesmo em dissimulado desdém
Sou-lhe romeiro por tanto bem;
Sou-lhe fiel em devoção.
Canto-lhe ode de alegria,
E jamais soube de outro igual alguém…

Gostava de… gostava por sina…

Quem sabe, quebra-se o enguiço
Fende-se o muro de firmeza e,
Pela frincha do destino,
Passo, cego, além do feitiço,
Despeço-me da minha ilha e
Derreto-me no Sol de gente,
…já não dobra por mim, o sino…


JPópulo
II:VII: MMVII

 

Andarilhus “(º0º)”

XXI : II : MMVIII

música: The Mission: A Wing and a Prayer
publicado por ANDARILHUS às 08:32
Terça-feira , 19 de Fevereiro DE 2008

Rosa-dos-Ventos

 

http://maocheia.no.sapo.pt/images/images_wallpaper/rosa_dos_ventos.jpg

 

Rosa-dos-ventos, conta-me a verdade dos ventos e ensina-me a manter correntes bafejadoras de felicidade. Habilita-me de saber para manter o vento em deslocação propícia e revela-me os segredos para ser eficaz pedagogo e o bem transmita a outros.

 

A Norte preparam-se as hostes para a invasão das oficinas da criação. O exército moveu-se com o retumbar do trovão. O caos estendeu os seus jardins com dilúvios de mágoa, em sismos das falsas verdades e por vulcões de fúria acumulada. Tudo derribado, tudo apagado. Noite sem dia e dia sem Sol. Morte assistida…

E, do fogo, resistente ao vento gélido do Norte, maturou a flor da reconstrução.

A Nascente um novo Sol, vívido e quente. Sob os pés, semearam-se as mais belas paisagens, iluminadas pelo brilho de rios de águas de farto sorriso e aquecidas pelo agasalho de alegres florestas. Reanimou-se a fauna. Fauna prolífera e fantástica. Por cima, aquele céu, verde esperança e salpicado de estrelas coloridas e instigadoras dos sonhos! Aboliu-se paraíso e inferno.

Novo Mundo. O princípio concebido a gosto; a nova oportunidade. Foram-se os exércitos, vieram os artesãos e os artistas.

Arrancamos!

 

Porém, nada é estático e, infelizmente, mesmo as coisas boas não se firmam ou se fixam… Por mais que se esforce, o Homem jamais será sedentário! Forças misteriosas, íntimas e extrínsecas, atormentam-nO com novas jornadas.

Seguimos ao sabor dos ventos…

 

Pedi-te incontáveis vezes que olhasses para trás. O céu está lá e é nosso… Porquê desperdiçar semelhante dádiva?!

Vais sôfrega, no galgar atabalhoado da escada das novas circunstâncias, absorta no alcançar de tudo o que está para além de cada patamar. Todavia, não é prudente esquecer os degraus que deixas para trás e muito menos os amparos, de corpo e alma, que suportaram em ombros o início da subida. Não sabes tu que qualquer elevação carece de muito esforço de fundação? Não sabes tu que qualquer chão presente se ergue sobre os arcos do passado? Cuida de olhar atrás, para não mirares no espelho da realidade o teu reflexo de suspensão no vazio…

A Leste está a nascente de tudo o que vais deixando mirrar em migalhas de barro.

A Sul, caem os impérios e todas as suas magníficas obras, mundanas e divinas. Sobram estátuas ocas e mudas. Conheceram tempos áureos. Agora são apenas pedaços de mármore frio e informe. O fogo já não lhes inflama o milagre da vida. É um fogacho demasiado frágil e fraco para soprar a vontade na sonolência. O abandono do cultivo original enfeitiçou os campos de grande criatividade com nevoeiro de mortalha insípida. Pouco se produz: só o suficiente para respirar a tempos, mecanicamente.

Temos de sair destes lugares!

 

Perscruto os sons vindos do Ocidente. Talvez decida desbravar novos territórios a Oeste e encontrar outros espaços que recuperem a pátria que ficou a Nascente. Talvez consiga conceber uma nova terra natal, despojada dos vícios que nos seduzem com a monotonia e com a cegueira para a importância das coisas mais simples e directas.

Aparelho um tornado e abalo desembestado. É meu desígnio buscar a poção curativa. Não quero ver o sonho a romper-se irremediavelmente.

 

Olha para trás!

O céu é teu e ainda subsiste. Basta uma palavra tua, empenho, um cantinho entre as prioridades, um pontinho na escala de importância dos compromissos…

Tu até sabes qual a água que me mata a sede e qual o ar que me solta o respirar; Tu até sabes como atiçar o sangue nas minhas veias; Tu conheces as panaceias para os meus padecimentos…

Crispa-te e olha para atrás…

 

Rosa-dos-Ventos orienta-me e mostra-me como planar plácido sobre as borrascas dos dias dormentes e das noites despertas…

 

Andarilhus

XIX : II : MMVIII

 
música: Last Rites: The Turning
publicado por ANDARILHUS às 08:50
Quinta-feira , 14 de Fevereiro DE 2008

Tributo à Mulher

 

http://www.jtm.com.mo/news/20070424/news_images/24-06-1.jpg

 

Á Mulher

 

A ti,

Cuja companhia me sublima

Por sendas de reflexo,

Senhora de pressentimento

(Murmurado a bola de cristal !),

Em inocência e estima

Te dedico, sem complexo,

Palavra de agradecimento

Por dia do Santo, Graal,

Do amor e enternecimento…

 

Sê feliz pela vida e conduz a vida pela felicidade,

 

De mim.

 

Andarilhus

XIV : II : MMVIII

música: The Mission: Severina
publicado por ANDARILHUS às 15:16
Sexta-feira , 08 de Fevereiro DE 2008

No Vórtice da Determinação

 

http://fotos.sapo.pt/olgamiranda/pic/0001aaxc/s150x100&imgrefurl

 

"E quando eu descobrir o segredo
Da neblina cinzenta
Que torna a água barrenta
E sem perdão me esmaga o peito..." - Xutos

 

No Vórtice da Determinação

 

Aqui, tão próximo do lugar

Onde habita a atoarda grave

Da despedida dos amantes,

Sinto o carpir das almas,

Ouço o calor do rasgar dos corpos.

 

Quero manter fantasia

Como sempre desejei tua,

Em amor transbordante

De luz prata, em eucaristia,

Na enchente do feitiço da Lua!

 

Em alvíssaras de rosas vermelhas

Sustenho a espera.

Acredito ainda poder guardar

Teu respirar sob minhas telhas.

Semeio as estrelas do engenho pela atmosfera

Para, a cada ápice de vida, te conservar

Em braços de veludo e de hera,

Em beijos, doces de mel e salgados de mar…

 

Em apertada confusão,

Lanço os votos de dedicado

Com velas de vento, pelos céus de infusão

Da manhã primaveril;

Largo as juras de enamorado

Em cascas de pinheiro, pela ribeira

De corrente servil…

 

Levo a guerra à passagem da partida

No derradeiro esforço

Para ouvir os ecos

Do teu riso e da tua ousadia,

Para encontrar em ti vontade

Em seres para mim um igual querer

De brilho da Lua resplandecente…

 

Chamo-te a despertar

Da ilusão de certezas em novelas e histórias:

Reacende o farol e regressa ao lado de lá das nuvens,

Onde te espero, há muito, alimentado por memórias…

 

E, se perdidos os votos e as juras

Por campos elísios,

Alma maior lhes dê guarida

Em porto de igual dedicação,

Em nuvem de semelhante amor.

... não me deixes só no campo de batalha...

 

Andarilhus “(º0º)”

VII : II : MMVIII

música: Heroes del Silencio: Rueda Fortuna
publicado por ANDARILHUS às 12:23
Sexta-feira , 01 de Fevereiro DE 2008

Vini, Vidi, Vixi... quase! :)

 

 

 

 

Na passada 3ª feira, 29 Janeiro, ocorreu a cerimónia de entrega de prémios do concurso "Textos de Amor - 2007", no Museu Nacional da Imprensa. Podem, aceder a mais informações e aos textos distinguidos em:

 

http://www.imultimedia.pt/museuvirtpress/port/frame7.html

 

Para além de me divirtir imenso com a exposição de cartoons de que o Museu - legitimamente - tanto se arroga de acarinhar, trouxe de lá uma menção honrosa, ganha com um dos textos que submeti a concurso. Podem ver o texto aqui no blog:

 

http://galgacourelas.blogs.sapo.pt/10088.html

 

Fiquei gratamente satisfeito. Um destaque entre quase meio milhar de textos, digamos... não é mau.

 

Eles que se preparem, porque já tenho mais uma bateria de propostas para ganhar a viagem à Madeira de 2008 :)

 

Andarilhus "(º0º)"

 

 

música: Rose of Avalanche: Too Many Castels In The Sky
publicado por ANDARILHUS às 12:29

BI

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