Terça-feira , 22 de Abril DE 2008

Crónicas do Deus Vilão

 

http://sepiensa.org.mx/contenidos/historia_mundo/media/feudal/feudalismo/img/feudal_5.jpg

 

Com os ossos a tiritar, sobre um tufo de erva orvalhada, assim acordou.

Árvores possantes, de folheado espanto, dobravam-se para o epicentro da clareira, curiosas e – quem sabe – preocupadas com aquela estranha criatura.

A derradeira vez que dera por si estava na senda de casa, pachorrento e de silvo alegre. Agora, naquele lugar, sem saber como, em inédita confusão.

Esfregou-se forte para abalar com a comichão do frio, arrepelou o cabelo e fez vénia a tão distintas presenças arborícolas. Nunca fora tímido ou medroso e gostava de um bom desafio. Até do inaudito.

A clareira era ampla e bem visitada pelo Sol. Ficou absorto por longos minutos de azáfama quieta, perdido em contemplação e pasmo, até chegar a hora da rendição de guarda entre os astros no domínio dos céus e, logo após o abraço de sempre, presenciou a investidura da Lua, acomodada no trono intemporal da noite.

Sacudiu-se do torpor e engrenou movimento. Com a madrinha por cima a socorrer-lhe as passadas aluadas, seguiu pelo trilho que pior impressão lhe causava. Não sabia porquê. Talvez a proliferação de urtigas e silvas, talvez os grosseiros entulhos de pedra. Mas, era por ali, que o aguardavam…

Muniu-se da companhia da sombra e deixou-se levar pelos empurrões do azar.

O caminho era todo agitado, invulgarmente agitado. Não fossem as assumidas ilusões de óptica e começaria a desconfiar que tudo bulia, de facto. Não! Era a escuridão a ensaiar os seus olhos atentos e fantasiosos. Seria?!

Mantinha aceso aquele assobio alegre que nunca o deixava e desceu a vereda estreita e serpenteada. Apercebera-se antes mas não dera importância, por ser tão breve. Agora sim, nesta fase do percurso, menos denso e mais espreguiçado, identificava nitidamente um ponto escanzelado de luz ao fundo da força da visão.

Encarrilou outra passada e avançou o assobio para melodia mais ritmada. E de tal forma acelerou que começou a facilitar no descuido. Escorregadela aqui, tropeção ali e pontapé numa pedra… -“Aíí! Irraaaa!”, cortou a côdea negra do breu, uma voz desesperada.

Esbugalhou os olhos e procurou absorver todas as visões do imediato num só sorvo! –“Quem?! Quem está aí?! Ou melhor, aqui?”. Virou-se, rodopiou nos calcanhares, tentou ver com as mãos e até fechou os olhos com a esperança de enxergar melhor no escuro. Nada. Ninguém. Seria um daqueles espíritos endemoninhados que – dizem – correm errantes pela floresta? –“Ser de corpo e sangue ou alma, mostra-te! Ouvi-te perfeitamente. Sei que estás aqui!”. Já há muito emudecera o assobio e estacara a marcha.

-“Olha para baixo, tonto! Estou aqui. Acabaste de me agredir com um valente pontapé de enfiada.”

Ó espanto de morte, o diabo da pedra rebolava-se afastando-se dele para se posicionar ao alcance da comunicação sensorial. Uma pedra que fala e com locomoção própria! –“Hahahaha, vai-se lá saber: provavelmente, este calhau também come, bebe e tem casa e família!”, Refez-se, agasalhado pela firmeza da sua auto-confiança espontânea. E se aquilo existe, tinha de o conhecer, sempre fora curioso.

- “Tenho família, tenho. Aprisionada em retenção do ânimo”, suspirou.

-“Estás a brincar comigo, senhor pedreneira? Deixa-te de filosofias e diz-me que bruxedos me andam a fustigar a consciência das coisas e te dão o dom da palavra, acção e, pelos vistos, pensamento”…

-“Vou-te contar o fado dos seres e deste mundo”, disse-lhe, apontando, -“senta-te aí nesse meu primo rochoso, um dos que acreditou nos Homens”. E continuou.

-“Há muito tempo, quando chegaram os Homens à Terra, exilados compulsivamente pela raça dos Deuses, da galáxia dos sete sois, a que chamam Olimpo, todos os seres que aqui existiam dominavam as faculdades da comunicação e do movimento. O Sopro da vida acarinhara-os como mãe diligente que ama a totalidade dos seus filhos com o mesmo amor e dedicação. Desde sempre, tudo era animado, tudo tinha uma força e presença igual e equitativa no mundo, tudo era vida, em harmonia.

Infelizmente… chegaram os Homens. Traziam a disputa no peito e o egoísmo nas espadas. Logo quiseram repartir os punhados de terra entre si e instalar os primeiros reinos. Como tudo mexia e nada era estável ou estático, tiveram grande dificuldade em marcar limites e criar memória patrimonial. Os Homens são fanáticos pela posse e possuídos pela ambição temerária da riqueza, do sustento do ego com o protagonismo e o ósculo da vassalagem.

Os Homens apreendem rapidamente as circunstâncias e na crueza da sua insensibilidade e desapego à virtude e moral, traçam maquinalmente planos astuciosos para dominarem o mundo. Engendraram um esquema para conseguirem os seus fins. Tinham de acabar com tanta vida: Todos aquelas criaturas irrequietos, em constante alteração das paisagens, de passagem entre lugares. Era um excesso e um obstáculo aos seus senhorios, à sua prepotência!

Os primeiros reis dos Homens, sorridentes, amáveis, seduziram os demais seres, pedindo-lhes um dia de inércia e silêncio para que a sua espécie pudesse estabelecer-se pelo território, segundo os ritos e os costumes que praticavam. Matreiros!

Na sua ingenuidade, foram muitos os que se devotaram à predisposição de ajudar os Homens, expondo os seus espíritos, tão simples, tão humildes… E ficaram imóveis e na mudez, por um dia.

Sem piedade ou hesitação, os xamãs das tribos humanas iniciaram cedo a evocação das artes mágicas, lançaram medonhos feitiços e capturaram aqueles espíritos sem defesa. Pelo Sol perpendicular já haviam espoliado todos os de boa-vontade. Roubaram-lhes o ânimo, o vigor, o alento. Impuseram-lhe o vegetar, o sono o adormecimento, a contemplação sine die, o absorvimento. O reino vegetal emudeceu e estacou; as espécies animais – mais resistentes – sofreram efeitos colaterais, passando a deslocar-se de formas diversas e a expressarem-se em linguagens múltiplas e inconsistentes; os minerais, salvo raros casos, ficaram completamente inanimados… Que dia terrível. Os Homens acabaram com o equilíbrio espontâneo e ao longo dos tempos têm a crueldade de explorar estes seres sem defesa, estropiados e cerceados da sua liberdade e direitos naturais”. A pedra engoliu em seco.

Ele, pálido e mortificado como se o céu lhe tivesse caído em cima, ergueu os olhos e gaguejou baixinho: -“Desculpa. Desculpem todas estas ignomínias que me relatas sobre os meus. Não haverá alguma forma de desencantamento destes pobres que padecem há milhares de anos?”.

-“Talvez”, respondeu a pedra. E continuou: -”Os cativos estão retidos no lugar que daqui vemos com magra luz. É o Poço dos Espíritos. O buraco escavado nas entranhas da terra onde as bruxas e feiticeiros dos Homens mantêm os espíritos no isolamento escuro e perene, encerrados indefinidamente. Os da minha família também lá estão.”

Ouviu-se de novo o assobio em timbre intrépido. –“Anda Pedra, vamos espreitar esse lugar!”.

 

(continua)

 

Andarilhus “(º0º)”

XXII : IV : MMVIII

música: Last Rites: Guilt Sublime
publicado por ANDARILHUS às 17:23
Domingo , 13 de Abril DE 2008

Iniciação

http://www.med.univ-angers.fr/disciplines/pedopsy/ASE/parentalite/isaac38ko.JPG

 

Assim que atravessou a porta, logo a sombra lhe esbateu o ânimo.

Tinha-se preparado. Convencera-se do fado e até tinha puxado por oração apropriada. Bem que o avisaram!

Contudo, fizera orelhas moucas e deixara os debates de consciência para depois. Agora, sem alternativa, ali estava, compulsivamente, trazido por mãos experientes.

Disseram-lhe que não seria nada de especial, coisa breve. Não sentiria nada, apenas alguns segundos ou talvez minutos… Enrugou a testa mas aceitou a condição de condenado. Havia tentado explicar o porquê da injustiça daquele acto. Tinha provas, testemunhos. Em vão. Estava ditado, naquele dia, naquela hora.

Largara o Sol de alguns anos, entregava-se à luz sem sangue do lado de lá da porta, por onde o conduziam.

Contemplou um pequeno cubículo, pejado de ferramentas de tortura. Arregalou os olhos perante tamanha panóplia de lâminas e objectos terríveis, pontiagudos. Susteve a respiração face a tão grande manancial de líquidos – certamente ácidos e outros tais – perfurantes da integridade humana. Desfaleceu, aterrado com os malditos equipamentos eléctricos de apoio ao ofício. Todavia, não deixou escapar sílaba pela boca seca.

Disseram-lhe: “Senta-te, a seguir és tu.”

Como?! Revoltou-se! Haviam-no conduzido ao inferno e ainda tinha de esperar?! Esperar?! Os pecados, os crimes, não eram assim tantos para o fazerem sofrer assim! Exigia uma decisão rápida e limpa, caramba!

Disseram-lhe: “Calma. Já chegará a tua hora.”

Lá se acostou, ferido de morte, espectador da miséria daquele que despachavam antes da sua vez. O coração acelerou, as veias engrossaram, prestes a rebentar. Todo ele era uma vaga de mar com a pujança de sismo! Afinal, ensinaram-lhe que o grande exemplo de martírio já tinha ocorrido para aí há uns dois mil anos. Que fazia ali, assim sereno? Porque não tentar a fuga? O que tinha a perder?

Olhou para a cadeira onde tudo acontece; olhou para o algoz. Que bem-falante e sorridente! E que sarcástico, assim vestidinho de farda azul celeste! Grande energúmeno, é o que ele é. Querer retalhar-lhe assim o corpo, como fez àquele desgraçado…

“És tu, agora.”

Cai o céu e o mundo dá umas quantas cambalhotas. É verdade, chegara o momento de oferecer a cabeça à guilhotina da prepotência dos homens que mandam em nós.

Acercou-se do cepo. Aquilo era um cepo com quatro pernas e um assento. Passaram-lhe o pano pela frente dos olhos, mas não lhe cobriram o olhar. Sentiu-se apertado na garganta. Devia ser para não sujar o tronco.

Não foi necessário amarrá-lo. Prometeu deixar-se abater sem luta…

Tudo pronto. Soava o rádio de fundo. Música de plástico para quem se tentava escutar ainda como organismo inteiro.

“Estás pronto. Posso investir?!”

“Não!!!!!” Gritou. “Não quero que me desfragmentem!”

“Deixa de ser lamecha. Já és crescidinho. Aqui é como fazias em casa”, entoou forte, o pai.

… o barbeiro começou a cortar a farta guedelha…

 

Andarilhus “(º0º)”

XII . IV . MMVIII

publicado por ANDARILHUS às 22:56
Quarta-feira , 09 de Abril DE 2008

Há coisas que tenho de te dizer…

http://bacaninha.uol.com.br/home/cozinha/secoes/receitas/geleias/compota_maca/maca.jpg

 

-“Não tenho fome, apenas alguma sede.” Foram as primeiras palavras que lhe proferiu, ao fim de algum tempo que se sentara à sua frente.

Estivera ausente por horas de desespero, para ele e para ela. Agora, ali, preso a um tempo, a um espaço e a uma pessoa, apenas soletrava pequenas nascentes de água salgada nos bugalhos vivos e coloridos do mais verde acastanhado que a natureza pode conceber.

Dir-se-ia que as palavras não se encontravam com o pensamento; dir-se-ia que havia tanto a dizer, mas tão pouco discernimento e vontade de o fazer. Sabia que a iria magoar…

Tentou uma, tentou duas, mas terminava como começava: um longo suspiro, inerte no ar, naquele ar que estava mais suspenso do que o habitual.

Ela, impávida e não menos escura do que a cal, sentia-se como um imenso funil. Só tinha ouvidos, nada mais. Para seus pecados, o seu sentido mais apurado não encontrava o estímulo procurado. Aquilo que recebia poderia escutá-lo de olhos fechados e só com o coração. Não precisava de ouvidos. Queria bem mais, muito mais! - “Diz-me!”, lançou enfim, acutilante no rasgar do silêncio.

Porém ele, mascarado para si mesmo, confortava-se com a noção de que já tudo dissera. Doce ilusão de fraca demora. Se não fosse para desenrolar o novelo da angústia não teria regressado sequer. Ai, como seria bom esquecer e retomar o de sempre, esquecendo tudo o demais! Não pode ser. Ele é mensageiro do presente e do futuro, do que está para acontecer. Então?

Ainda sem fome, começou a falar de fruta.

- “Hoje, abri uma maçã e pensei como é possível um pequeno botão resultar num corpo doce e sumarento, rijo mas imediatamente macio. Com cor vermelha, alegre e de um branco imaculado por dentro. Saboreei-a com satisfação, crente na sua magnífica prontidão de me alimentar o corpo e a alma. Quanto mais desvendava a maçã mais gostava do que sentia, do saber que ela me transmitia. Pensei novamente: qual maravilha da natureza providenciou este querido encontro com tão belo ser nascido de um botão e trazido pelo acaso?”

Nesse momento, suspirou mais uma vez e como que queimado pela labareda do candeeiro, tapou o rosto com as mãos e deu o primeiro gemido.

Ela, sempre pragmática na reflexão do mundo, nada entendia daquela estranha conversa. Já o olhava com o paternalismo do coitadinho, misturado na irritação crescente na ignorância do motivo de tamanho atraso. Dois dias e 6 horas passadas da hora religiosa de chegar a casa ao fim da tarde, de todos os dias de trabalho… É muito tempo para passar despercebido.

Passava horas longas em que não dava pela presença dele, noites que dormia como que sozinha, manhãs em que se esquecia que acordava acompanhada ou refeições em que não via o outro prato. E ele sempre ali, como um odor que se aproxima e tenta apegar, de fragrância falhada.

Contudo, dois dias e 6 horas é mesmo muito tempo! Por isso há que apertar com ele e puxar pela verdade. –“E que qualidade espantosa tinha essa maçã, que te fez desviar perdido, como um miserável, para longe das tuas obrigações?”

E ele… após um segundo gemido e já com as águas da nascente a borbulhar como germens de pequenas avalanchas, respirou fundo e deixou a dor disparar o mal que o matava por dentro e que tanto cuidara evitar propagar-lhe o contágio...

- “A maçã tão bela e rosada a princípio, mostrou-se de um branco imaculado de seguida. Doce, suculenta, macia, de corpo inteiro. Começou depois a mingar. Já não se via o rosado e o branco passou a amarelecido. De tal forma que não demorou muito a deparar-me com um caroço duro, rugoso, áspero, de pevides amargas e secas, sem esperança. Encontrei o fim da maçã e isso fez-me regressar ao fim de dois dias e 6 horas.”

E ao terceiro gemido e já sem barragens que a segurassem, levantaram-se as águas em catadupa. – “A qualidade espantosa que encontrei na maçã foi verificar a analogia que existe entre ela e tu. Tal com a maçã, surgiste do acaso, formosa, sem reservas e de presença afogueada, com toque de carinho aveludado. Fui-te descobrindo em marés de espuma branca que banhavam o meu contentamento, de uma felicidade que quase podia trincar, tão forte era a sua manifestação. Fechava os olhos e saboreava-te em ledo esquecimento do mundo.”

Parou, respirou fundo e não segurou mais o martírio: - “Como a maçã, desapareceste, murchaste, secaste. Não passas de um caroço com pevides negras e inférteis. Na maçã convenci-me finalmente do fim de um ciclo. E a vida é um grande pomar.”

- “Há coisas que tinha de te dizer…”

 

Andarilhus “(º0º)”

IX : IV : MMVIII

música: The Mission: Bridges Burning
publicado por ANDARILHUS às 16:15
Quarta-feira , 02 de Abril DE 2008

SantAna Vitae Maestra

Pedra da Rosetta

 

Chegou o momento!

Mais um. Inesperado, como sempre. Mas como sempre, também, oportuno. Despes rapidamente a túnica que te cinge o rosto civil, o burel que te define o corpo do mundo pessoal. Ficam ali, espreguiçados no cabide repousante do camarim do Ser.

Aquece o palco, acendem-se as luzes, cerras os olhos, deixas-te levar pelas efusões que captas pelos sentidos, pelo palato reflexivo. Preparas-te para a metamorfose.

Sem licença, invades a experiência, a emoção daquele que te pousou na mão. Assumes o risco, a dor, a alegria e toda a comoção de um olhar estranho, em ousadia.

Aceitas a condição, vives a condição, como um anjo assexuado, como um psicólogo em espelho analítico, como um deus em auto-contrição.

O desafio é doce. Melhor, é agridoce, a gosto de um sonho vívido, esmurrado, esfaqueado… beijado, acariciado… quiçá demasiadamente sentido.

É a tua profissão. O que te possam ensinar – por mais absoluto que seja – não chega: para conheceres como queres conhecer tudo o que no Homem há a conhecer, tens de o dizer (sentir) para ti mesmo(a), em vocábulos com rosto de BI, com burel encorpado de muitos mundos, tantos como as vidas que vais desconstruindo até ao saber mais esmiuçado, mais bruto, nu e cru.

As carnes que agora moldas em invólucro, os espíritos que agora sacodes do anonimato e lhes dás luz, crescem pelos caminhos esquecidos dos lugarejos sociais. Saltam para a boca da cena! Gritam, soltos da mordaça! Mexem-se, após tão longa inércia em caixões de segredo, pelos cemitérios marginais!

Dás-lhes vida, a vida que neles existe, a vida que neles é – finalmente – desassombrada. Estão abertas as obscuridades…

Mais uma realidade de profícuo deambular pelos bosques de entes mais ou menos humanos, e por toda a panóplia de diversidade colorida do arco-íris do indivíduo.

E o teu? Aguarda nos bastidores, espreguiçado em cabide de renovo, expectante pelos novos conhecimentos que lhe reforçarão as costuras e os remendos sobre os rasgões coleccionados na gesta, na lida.

Regressas. Regressas mais rica e sábia. E tanto à tua espera. A insustentável leveza da paixão, os prazeres do gosto, o universo de coisas a fazer… até que outro Ser te venha poisar na mão.

Dança em pontas, AnimadA na serenidade da Santa, para todos, a quantos ganhaste admiração, a quantos cativaste dedicação.

Liberta os cavalos, na sua beleza pura de unicórnio!

Lux et Concórdia

 

Andarilhus “(º0º)”

XXXI : III : MMVIII

música: Gene Loves Jezebel: Sweet, Sweet Rain
publicado por ANDARILHUS às 08:52

BI

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