Quarta-feira , 29 de Outubro DE 2008

... E tanto que tinha para te dizer...

 

http://duas-sinas.blogspot.com/2007/10/foto-uma-escada-at-o-cu-autor-antnio.html&h

 

Estimado primo, hoje está um dia de luz pálida. Um sol frio que irradia trémulo por entre nuvens pesadas e dispersas. Parecem zangadas entre si. A chuva teima em querer juntar-se às lágrimas. Umas e outras vão resistindo: a pluviosidade sustida pelo vento rasteiro, o pranto amarrado na memória da tua alegria genuína. E o frio… o frio não o sinto e não o reporto.

Estimado primo, este é o dia primo em que a humanidade está mais pobre, em que a família está mais parca, em que eu, particularmente, me sinto estúpido e incapaz. Partiste e eu nem tive tempo de te dar um abraço de despedida.

E eu que tanto tinha para te dizer…

Inflamo-me contra dEUS! Ainda não entendi qual o sentido de oportunidade para te levar do nosso convívio. Quando será que a morte compra uns óculos?! Anda assim, por aí, a ceifar sem pejo, sem orientação, cega e faminta, levando os nossos melhores! O que me ocorre é que, talvez estejas a fazer falta noutro sítio. Mas, deixas tanta falta por aqui, também!

E eu que tanto tinha para te dizer…

É um privilégio chamar-te “primo”. Um orgulho! Nunca foste mais do que um incógnito para os meandros que definem as categorias dos destacáveis, dos notáveis. Na tua candura, contudo, colocaste a o ânimo do Ser-se Humano na ribalta, no esplendor máximo, para quem o quisesse partilhar, para quem o quisesse aprender. Servistes-me de exemplo, sem nunca conseguir, porém, ser um bom discípulo da tua natural mestria.

E tanto que ainda tinha a aprender contigo…

Felizes os que te irão conhecer.

Para onde te levaram, não necessitarás de formação especial para envergares a indumentária de anjo. Certamente, irás como (re)formador das qualidades desses seres excelsos.

Como cá, não lhes darás trabalhos, antes dedicação e esforço não reclamado;

Como cá, não lhes farás frente ou desafio, antes préstimo e concórdia;

Como cá, não lhes darás azedume e rancor, antes um sorriso puro e uma humildade sem par.

Tanto que poderão aprender contigo…

Primo, amigo, agora que seguiste por outra dimensão, não te esqueças de nós, tal como não nos esqueceremos de ti.

Ainda é cedo, mas quando chegar o dia, conto retomar os ensinamentos contigo. Entretanto, vou fazendo os possíveis que a memória e a saudade permitirem.

Por lá e por cá, continuas bem vivo!

Um abraço sem fronteiras

 

Sit Tibi Terra Levis

Requesquiat in pace

 

Ao meu primo João…

 

P.s - ...Senti a necessidade de libertar esta "pública" homenagem ao João, que mais do que um primo é - porque continua ser - uma das mais sublimes pessoas que já conheci. E os dons especiais de que era dotado, eram os mais simples e que tanto procuramos para nós mas que nos é tão difícil alcançar e manter nas vicissitudes da vida: a lealdade e genuidade intransigentes aos princípios inerentes ao conceito de Ser Humano...

 

Jorge Pópulo

XXIX : X : MMVIII

 

publicado por ANDARILHUS às 17:30
Terça-feira , 28 de Outubro DE 2008

O Fio Ténue da Marioneta

 

http://thesoundofsilence.blogia.com/upload/20061112215250-cuadro-20marioneta.jpg

 

Ele não era príncipe perfeito

Ou mesmo esperançado sapo,

Ela tão pouco era princesa

Ou promissora consorte.

 

…Perdera-se o tempo

Da coroa e do ceptro,

Da batina e da homilia.

Da aliança e da grinalda…

 

Ele não tinha galões de eleito

Era mais uma cicatriz de trapo,

Ela não fazia inveja à beleza

Era mais ferida aberta entre vida e morte.

 

…Perdera-se o sorriso trigueiro

Da prevalência do futuro

Sobre o passado,

Da serenidade de cada presente…

No limite da sombra do mais negro diabo

Quebrara-se, em desencantos, o feitiço

E com os fragmentos afiados

Cortaram-se em tiras os cordéis,

As correntes, os améns,

Que agrediam decadentes marionetas.

 

E então soltos e livres,

Mesmo sem coroa ou grinalda!

Mesmo sem beleza, sorriso ou futuro!

… Encontraram-se e ele disse-lhe baixinho:

Trago-te nos lábios,

Não de forma vulgar

Ou ao gosto de qualquer paladar;

Trago-te nos lábios

Como se fosses batom de letras

Que neles pinta sempre

Teu nome

Que sussurro sem cansar.

 

E quem quer saber dos nossos nomes?

Quem quer saber das nossas memórias?

Quem bem te quer,

Quer-te saber como já te conhece,

Como te encontrou,

Como te assumiu.

 

Trago nos lábios

O perfume do teu nome

Trago nos lábios… novamente

O sabor da vida…

 

Andarilhus “(º0º)”

XXVIII : X : MMVIII

 

publicado por ANDARILHUS às 17:20
Quarta-feira , 22 de Outubro DE 2008

Por Ti Seguirei... (3º episódio)

 

continuação de:
http://galgacourelas.blogs.sapo.pt/30844.html


Praticamente não descansou, ansiosa com o momento que marcaria o minguar da distância que a separava do seu estimado. Por ela, nem sequer teriam dormido, arrancariam o quanto antes.
A manhã revelava-se fresca e com uma neblina húmida e ténue. Lá no alto do povoado, no sítio do costume, Rubínia contemplava as chaminés de fumo que se escapavam pelas frinchas do colmo das casas e que, extraordinariamente, multiplicavam-se em número pelo fumegar de muitas dezenas de fogueiras do acampamento da força militar, espalhado pelas redondezas da citânia.
Cerrou os olhos e imaginou-se de volta, feliz com a família reunida. Fez uma libação e mastigou umas quantas preces. Olhou para a banda do oriente e respirou forte. Logo arremessou a sacola tiracolo para as costas e fez sinal a Zímio. Aquele pegou na equipagem preparada para a viagem, aproximou-se e começaram a descer a ladeira em direcção ao centro do aquartelamento, seguidos pelas montadas.
Alépio saudou Rubínia com um largo sorriso.
-“Tu e Tongídio sois bem merecedores um do outro: incansáveis e mesmo indomáveis!”
- “Que os deuses te confiem um dia perfeito, Alépio. Cá estou para vos seguir enquanto o nosso caminho for comum. Comigo vai Zímio, servo de longa data da casa de minha família. O meu pai confiou-mo e eu confio nele para me auxiliar nesta demanda. É um amigo.”
Zímio, um africano pujante, era, desde há muito, o braço forte – literalmente – da segurança dos negócios de Físias. A idade já denotava rugas no vigor de outros tempos, porém qualquer redução na habilidade física era compensada fácil e exponencialmente na calma e astúcia acumulada com a experiência. Não passava despercebido e não escondia que poderia ser um grande e letal desafio para qualquer adversário.
Alépio saudou fraternalmente Zímio:- “Ao amigo da família de Tongídio recebo-o igualmente como amigo”.
Zímio retribuiu o cumprimento e manteve-se em silêncio.
-“Rubínia, partiremos logo que termine o recolher do acampamento e todos estejam em condições de receber ordem de marcha. Não demorará muito. Entretanto, alguns batedores seguirão antes, para sondarem os caminhos por onde passaremos. Teremos esta precaução como prática corrente.”
O sol pouco subira no horizonte e já soavam as cornetas chamando para a partida. Aegídio abraçou Alépio, saudou individualmente alguns dos seus conterrâneos e exortou todos à vitória, desejando recebê-los de regresso e em triunfo na sua comunidade. Entre gritos, algumas lágrimas e grande alarido marcial, a hoste pôs-se em marcha. Retumbavam os tambores, enfeitiçados pelas melodias agudas das gaitas-de-foles. A poeira levitava pelo ondular do caminho.
Sentiam-se já as mutações marcantes do final do estio e Alépio queria chegar junto do grande General antes que o clima obrigasse a montar quartéis de inverno.
O primeiro destino seria a capital dos Vacceus. Alépio tinha alguma esperança na conversão daqueles para a causa de Aníbal. Uns e outros nunca se haviam dado bem ou coexistido em paz, mantendo-se mesmo em constante escaramuça, mas agora com a ameaça romana talvez fosse possível uma aliança entre Vacceus e Púnicos. A sedução da conquista e do saque seria um bom aliciante e mote de conversação…
Os primeiros dias decorreram sem sobressaltos. Passaram as fronteiras lusitanas e entraram em territórios dos Astures. Aí vastas florestas de densos carvalhais garantiam a frescura da jornada diária e o abrigo nas noites frias e de notícias de precoces geadas. Porém, o arvoredo também tapava as estrelas, a lua e alguns sonhos que iluminavam a imaginação de Rúbinia. Desde que partira, falara algumas vezes com Alépio – e não conversara mais porque aquele andava ocupadíssimo com a liderança das tropas – e dialogava quase em exclusivo com Zímio. Na verdade, eram praticamente monólogos: Zímio só soltava monossílabos, não era sua arte a comunicação.
Num desses momentos de conversa muda, Rúbinia lamentou-se: - “Estou triste, Zímio. Não se trata apenas de dizer que “estou triste”; estou de facto triste. É raro (até fui surpreendida, porque já não me lembrava) e muito complicado. Por vezes, estou aborrecida, mas isto é algo que supera fortemente o enfadonho. É algo que parece marcar e deixar rastos para a frente. Se há tempos te disse que estava com um mau pressentimento de que algo ia ocorrer. Hoje estou com a sensação terrível de que algo ocorreu. Deve ser desta minha cabecinha doida, mas tenho o sentimento de que algo mudou irremediavelmente. O sentimento de que cheguei a mais um ponto de viragem. Talvez seja hoje que assisto à hecatombe definitiva dos traços do meu mundo.
Não sei o que é exactamente, mas domina-me e desperta as minhas defesas, as minhas tropas para a batalha: país arrasado; há que reconstruir o território e povoá-lo de novos habitantes e seres de toda a espécie.
Espero que este seja mais um equívoco do meu pensamento destravado… sinceramente.
Padeço de saber o que quero mas ter de não querer o que sei”.

(continua…)

Andarilhus “(º0º)”
XXII : X : MMVIII
 

publicado por ANDARILHUS às 22:19
Quinta-feira , 16 de Outubro DE 2008

Não te Esvaeças!

 

http://www.lendo.org/wp-content/uploads/2007/09/corvo.jpg

 

Tiro aos corvos e aos abutres.

Erguem-se as cruzes e os alhos

Cravados em chuços,

Arremessados a vampiros.

Convertem-se os diletantes da morte

E as obscuridades agitadas da noite.

Cale-se o cravo de grito sombrio e agudo,

Avance a harpa dos encantamentos,

Porque

Germinam os botões das nuvens,

Um a um,

Expondo na luz do teu colo

Os prados de flores frondosos

Como florestas, entre arribas

Que desenham o vale que te percorre

Até ao paraíso.

O céu em ti,

O caminho para a salvação.

Não te esvaeças,

Há que cumprir

As promessas que desenhaste

Na terra fértil;

Há que consumar

As promessas que sonhei

Em sono reconfortante.

Não há trapo onde não leia

As tuas escrituras,

Palmo a palmo, odor a odor;

Não há lugar onde não me anuncie

Teu devoto e beato,

Teu apóstolo,

Sacrílego

Por minha fé carnal

Na deusa que reverencio.

Não te esvaeças,

Há profecias

Que só se revelam na tua existência.

Sou profeta sem dogma,

Deambulante entre Quixote e Dante,

Na sombra de moinhos e purgatórios

Espreito

Pelo teu chamamento.

Já entram as trompetas, triunfantes,

O corso segue romagem,

Descanso noutra sombra,

A da folhagem,

Espero

A reunião dos distantes.

Não te esvaeças

Não renunciemos

Às vitórias e às conquistas

Pelos lugarejos das fobias

Em prudências desmesuradas…

 

As dádivas do coração

São para se envergarem

Como túnicas de exultação,

Os afectos da cumplicidade

São para se calçarem

Com sandálias de felicidade.

 

Não te esvaeças!

Tiro aos…

 

Andarilhus “(º0º)”

XVI : X : MM

 

 

música: Dead Can Dance: Don't Fade Away
publicado por ANDARILHUS às 09:05
Quarta-feira , 15 de Outubro DE 2008

O Canto Escuro

 

http://bp1.blogger.com/_CXgx3KpJXcA/R3OSgRZnKdI/AAAAAAAAAQc/tFUDKm9t_mE/s1600-h/1032342.jpg

 

Ecoa a sineta,

Choraminga na porta,

Como gato em busca de calor,

Voluptuosa balada de sedução,

Esguia comichão de gulodice…

Não lhe resisto.

Entrego-me.

Lutei,

Com fogo e argumento,

Vento demolidor

E poderosa reza.

Cai,

No covil achincalhado

Do pedinte

De mão recolhida

Sobre o coração.

Não me amparaste

A aferrolhar a porta

A arrancar a sineta.

E ela, do lado de fora,

A insinuar-se

No baile do cisne

Em lago de sede.

Entrego-me… não lhe resisto.

Lutei,

Com ideais e crenças

Com submissão e altruísmo

Por tuas fraquezas e adiamentos…

Cai

Num poço sem água,

Onde o cisne melhor encanta,

Na teia da entrega

Da coroa do reino a conquistar.

Não me amparaste a queimar a porta,

A abafar o sussurro do lado de fora!

Não me animaste a quebrar o sinal

Daquela que me quer enredar.

Toca a sineta para a morte lenta…

Sem ti, não lhe resisto.

Entra, entra solidão, entra de uma vez!

Abraça-me em prisão,

Cerca-me de areia em ilha de apatia.

 

Andarilhus

XV : X : MMVIII

música: Dead Can Dance: The Carnival is Over
publicado por ANDARILHUS às 17:45
Sexta-feira , 10 de Outubro DE 2008

Lições de Vida, Lições de Amor

http://www.aceav.pt/blogs/sentimentos/Lists/Fotografias/escada%20da%20vida.jpg

 

Descerram-se os olhos

Açoitados pela luz alva

Em oportunidade de acordar.

Reabrem-se os portões

Da escola da existência.

Aí vem uma nova aula,

Aula de magia colhida

Nos jardins dos porquês,

Aula de fervor experimental

Nos laboratórios do ousar contestar.

 

E tu instigas-me a pensar

Na ruína da grandeza

Na leveza substantiva

Do modesto perfil.

Eis uma nova lição

Lição de vida

Lição de amor.

Bebo com ganância

Todo inconformismo

Amontoado na sebenta

Desta adulta infância,

Medrada em niilismos,

Que coze mas não fermenta…

 

Reprovarei mais uma vez

Na cartilha do Ser?

Hum… Se tiver pedagogo

Ávido por real saber

Estimo a oportunidade de acordar

Em mais uma aula,

Aula de verdade cultivada

Na estufa das respostas,

Aula de sorriso autenticado

Na convicção do ousar compartilhar.

 

E tu deixas-me a pensar

No que te posso ensinar,

Sobre a riqueza dos simples

E a pobreza gafa dos arrogantes.

Eis uma nova lição

Lição de vida

Lição de amor.

Ofereço com modéstia

Os segredos da paz

Recolhidos no códice

Desta infância adulta

Esconjurada na tua dedicação

Que em mim muito labuta

Sem nunca resignar.

 

E essa é a minha nova lição

Lição de vida

Lição de amor.

 

Assim vale a pena

Vou agarrar a oportunidade de acordar…

 

Andarilhus “(º0º)”

X : X : MMVII

música: Love & Rockts: Love Me
publicado por ANDARILHUS às 17:40
Quinta-feira , 09 de Outubro DE 2008

Asas Para Aprender a Voar

 

http://indoleromantica.blogs.sapo.pt/arquivo/mao%20borboleta21221.jpg

 

Já dei corda ao ânimo! Lustrei o sorriso e não vou aceitar o desagradável hálito da má disposição. Arejei os lençóis com janelas escancaradas, calei a entropia com o rádio FM no seu mono estridente. Saltam as roupas do armário, tudo vestimentas cinza e negras. Atiro para longe os baixios do escuro e procuro farpela colorida. A mais matizada que possa ter. Porque hoje… hoje, podes procurar-me entre promessas de bem-querer, podes topar-me entre danças de bem entreter. Podes até seguir-me por feitiços sublimados.
Hoje quero ganhar as minhas asas!


Seguirei alegre, correndo em espera. Espera de te ouvir: “Voltemos ao princípio, carregados do tanto que entretanto construímos. Recuperemos a totalidade do que por períodos fomos e elevemos em altar de felicidade a soma das partes!”

Eu sei que te aconchego em conforto de estar presente. Eu sei que me queres como a luz que ilumina a tua sala. Mas eu quero ser luz e inexistência de luz, quero ser presença e ausência, quero ser a união de todas as variantes possíveis do tu e do eu. Por isso hoje… hoje, podes procurar-me entre promessas de bem-querer, podes topar-me entre danças de bem entreter. Podes até seguir-me por feitiços sublimados.

Hoje quero ganhar as minhas asas!


Atenta porém que será em ti onde terás de me demandar… é tão fácil, é tão simples. Talvez, na tua própria busca, me encontres a mim…
Atravessei a porta sem premeditar o primeiro passo para o pé direito! Esqueci-me da camisa-de-forças defensiva que atrofia a simpatia… rasguei a arrogância e abracei e beijei todos com quem me cruzei. Saltam as intolerâncias para a sarjeta, cuspidas por tosse curandeira. Atiro para longe as intransigências rubras de enjoo e procuro ser bicho social.
Porque hoje, irra (!), hoje quero ganhar as minhas asas!!!


E este calafrio? Convencer-me que ainda tenho tanto por andar, muito por fazer, sentir e viver. Na verdade, sobreviver…

…Mas hoje, hoje eu quero ganhar as minha asas…
Para poder voar de gaiola em gaiola, entre céu e inferno…

Andarilhus “(º0º)”

IX : X : MMVIII

 

música: The Mission: Butterfly On A Wheel
publicado por ANDARILHUS às 22:29
Terça-feira , 07 de Outubro DE 2008

Folha de Outono

http://www.photographia.com.br/np9.jpg

 

Ter-te
Assim na mão
Escarlate fogueada
Em tons castanhos
De quase silêncio
Assim
Macia aveludada
Como só pode ser a pele
Tocada da amada
Perfumada
Quente e Madura
Bem talhada
Com aroma a madrugada
Cúmplice da noitada…
Corres-me com o sono,
Como o vento
Instiga a folha de Outono
E a cada abraço
Enrosco-me em teu tronco
Profundamente enraizado,
Na tua casca trigueira,
No teu beijo Selvagem,
Como o luar
No teu segredar
De brisa matreira…
E porque vejo uma lágrima?
Sabes que vais para voltar…
Pássaro transumante
Quando vais admitir
Que te encante
Com a paixão
De constante sentir?
Morre para nascer,
Nasce para morrer…
Comigo…

Andarilhus (ºoº)
VI : X. MMVIII

 

 

música: The Mission: Bird of Passage
publicado por ANDARILHUS às 14:28

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