O Castanheiro

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Pelos teus campos de Outono
De terra lavrada, tenra, fresca,
Chãos de soutos seculares,
Passeias majestosamente, no passo
De quem já correu todos os ciclos
Das estações, das experiências, da vida.
Ou quase todos…
És farol hirto e desperto
Em dias de nevoeiro,
Agitando os braços de abrigo
A tresmalhado companheiro.
Assim, imponente castanheiro,
Semeado por vento quente
E chuva fria,
Firme, resistente, ardente,
Cerrado nos teus arbustos de arnês
Guardas os segredos dos pássaros
Que no teu cuidado repousam.
E quando se arrasta marasmo dia
Por longo sono que não se atura
Sacodes o tédio e o pó dos calcanhares,
Despes o casaco de ouriço
E desces castanha madura
Para festa ou eloquente reboliço!
Solta-se, então, o aroma do teu enleante feitiço…

Dedicado…

Andarilhus
XXVI : XX : MMIX
publicado por ANDARILHUS às 22:05